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Diabetes Infantil – Como posso explicar a Diabetes para o meu filho

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Recebendo o Diagnóstico de diabetes infantil:

Para os pais, receber o diagnóstico da diabetes infantil pode ser bastante complexo, muitas vezes não estamos preparados para lidar com isso e a situação acaba ficando ainda mais pesada.

O diagnóstico de diabetes infantil traz consigo uma série de novas regras que obrigam a família a rever seu cotidiano e rotina, se adaptando à novos horários e novos hábitos, especialmente no que tange à alimentação e administração da medicação ( se for o caso).  Por mais difícil que seja, acredite, o diagnóstico precoce é a melhor forma de controlar a doença.

Se você já passou pela fase inicial de diagnóstico, vamos para a próxima fase: Entender e Aprender a lidar com a nova realidade.

O que muda quando meu filho é portador de Diabetes Infantil?

Isso varia de acordo com o tipo de Diabetes Infantil diagnosticada. De forma geral, seguem abaixo algumas mudanças importantes:

  • Controle da Alimentação
  • Controle com os Horários e fracionamento da Alimentação
  • Monitoramento da Glicemia
  • Prática de Esportes (Sempre mediante controle da Glicemia)
  • Administração da Insulina (Se houver indicação médica)

Como explicar a Diabetes Infantil para o meu filho?

Não aumente o problema. A maneira como os pais dimensionam a doença e os cuidados para seus filhos faz toda a diferença na maneira como estes podem receber e assimilar a informação.

Apoio Familiar. Nunca é fácil explicar para uma criança que ela não pode mais comer doces ou determinados alimentos que a maioria das crianças pode comer à vontade, por isso o apoio da família é extremamente importante para ajudar a criança a se fortalecer e começar a compreender as mudanças. O ideal é que os pais transmitam a necessidade do cuidado e também das restrições, mas que isso não seja entendido pela criança como um fator limitante.

Parceria e Compreensão. É importante correlacionar o controle da alimentação às consequências positivas que este traz para a saúde, tanto quanto é necessário escovar os dentes, dormir e tantas outras atividades que realizamos diariamente. Crie uma parceria com seu filho, de modo que ele sinta-se amparado em sua dificuldade…

Tenha paciência. Mesmo que saibamos a importância de escovar os dentes, tem dias em que podemos estar com mais preguiça ou sem tanta disposição para fazer o que precisa ser feito, não é mesmo? Se pra gente que é adulto, funciona assim, imagine todas essas regras na cabecinha de uma criança. Com a diabetes infantil acontece exatamente assim… Apesar de saber a importância do controle alimentar vão haver dias difíceis e que a vontade do seu pequeno será muito grande. Esses dias acontecerão e faz parte do processo, explique isso a ele e disponha-se a ajudá-lo a passar por estes momentos, que surgirão inevitavelmente.

Em geral as crianças não conseguem mensurar a proporção do que esse diagnóstico significa, mas podem se sentir “diferentes” ou injustiçadas, ajude-a a entender de maneira mais positiva e superar isso.

Orientações aos Pais na Diabetes Infantil

  • Explique todas das regras e a importância de segui-las
  • Mostre que você também segue regras, mesmo quando não gosta. Seja Exemplo!
  • Acolha a dor de seu filho, mas não incentive um padrão de vitimização, a Diabetes é uma doença crônica e ele precisará conviver com ela.
  • Incentive o enfrentamento da doença, lidar com limitações não é fácil, mas aborde isso através de uma perspectiva mais otimista e menos derrotista.
  • Dê colo durante as eventuais crises. É dolorido ir a uma festa de aniversário e não poder comer livremente como todos os amigos, vão haver dias cansativos e seu filho precisará de seu apoio.
  • Ajude – o a não se sentir injustiçado, punido ou diferente das outras crianças.

Psicólogo para Orientação na Diabetes Infantil

Num primeiro momento, cabe aos pais dar este suporte na aceitação do diagnóstico e também no estabelecimento e cumprimento das regras no controle da diabetes infantil.

Se for necessário, procure apoio psicológico especializado. É natural que os pais se sintam um pouco perdidos, sobrecarregados ou sem saber até onde devem ir com tantas regras e restrições, tudo isso pode gerar culpa e até mesmo abrir espaço para algumas compensações que, apesar de aliviarem a culpa momentaneamente, podem ser perigosas para as crianças.

O Psicólogo infantil já tem manejo para lidar com estas situações na Diabetes Infantil e irá te ajudar a encontrar a melhor forma para orientar e conduzir o processo de controle junto ao seu pequeno grande amor.

Síndrome de Tourette Tratamento Causas, Sintomas e Diagnóstico.

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Entenda o que é a Síndrome de Tourette Tratamento, suas Causas, Sintomas e Diagnóstico.

O que é Síndrome de Tourette?

A Síndrome de Tourette é também conhecida como cacoete ou tique nervoso e trata-se de um transtorno neuropsiquiátrico que apresenta “tiques” vocais e motores, involuntários, que podem ocorrer ao mesmo tempo ou não. Esses tiques ou espasmos musculares são contrações repentinas e intermitentes, e os mais frequentes são: caretas, barulhos, piscar, fungar, movimentar bruscamente os ombros e a cabeça. Esses sintomas aparecem na infância, entre os 3 e 9 anos de idade e podem permanecer até a idade adulta, podendo gerar muito constrangimento para o paciente.

Esses tiques acontecem várias vezes ao dia, quase todos os dias ou de forma intermitente, podendo diminuir por um tempo, mas permanecem presentes por período maior do que 01 ano e não tem nenhuma relação com nenhuma outra condição de saúde. Algumas vezes a Síndrome de Tourette pode se apresentar junto do Transtorno Obsessivo- Compulsivo (TOC) e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade ( TDAH).

As taxas de prevalência são de 1 em cada 1.000 homens e 1 em cada 10.000 mulheres.

Sintomas da Síndrome de Tourette:

Os sintomas são classificados de cinco formas: Coprolalia, Copropraxia, Ecolalia, Ecopraxia e Palilalia.

  1. Coprolalia: É a emissão involuntária de palavras obscenas, “ palavrões”;
  2. Copropraxia: São gestos obscenos, involuntários;
  3. Ecolalia: Repetição da última palavra ou frase ouvida;
  4. Ecopraxia: Repetição de gestos vistos;
  5. Palilalia: Repetição das próprias palavras.

No início, os sintomas geralmente se apresentam em tiques motores, como:

  • Piscar;
  • Caretas;
  • Contrações ou movimentos bruscos e involuntários, dos ombros e da cabeça.

Os tiques de vocalização, geralmente aparecem por volta dos 11 anos. Nessa fase, os tiques aparecem em forma de:

  • Pigarros;
  • Tosses;
  • Fungadas;
  • Exclamações coloquiais;
  • Palavrões.

Se a criança relatar “ sensações estranhas” como: irritação, coceira, pressão interna e energia excessiva que precisa ser descarregada, é importante ficar atento pois alguns pacientes relatam uma sensação física, que precede o cacoete, de forma a anunciar que ele surgirá. Os tiques aumentam ou se tornam mais intensos com a ansiedade, estresse ou cansaço.

O paciente tende a disfarçar esses tiques quando se torna consciente deles, utilizando movimentos que pareçam comuns e possam neutralizar os tiques, substituindo o tique por outro movimento socialmente aceitável, mas em grande quantidade de repetições, por exemplo: arrumar os óculos, a roupa ou passar as mãos nos cabelos. Esses sintomas devem ser observados com muito cuidado, já que são atitudes corriqueiras, que podem fazer com que os pais não percebam ou podem ainda, retardar a busca por Síndrome de Tourette, no caso de adultos.

Causas Síndrome de Tourette:

A causa da Síndrome de Tourette ainda é desconhecida. Porém, estudos indicam relação com alterações no metabolismo e na neurotransmissão da dopamina, que é a responsável por envolver os circuitos neuro frontais- subcorticais. Ou seja, até o momento, as pesquisas indicam que pode se originar por uma causa genética hereditária.

Diagnóstico Síndrome de Tourette:

O diagnóstico da Síndrome de Tourette é clínico, feito cuidadosamente, já que não é anormal uma criança apresentar algum tipo de “tique”, em alguma fase. Por isso a junção de fatores como sintomas e, tempo de duração dos mesmos, devem ser cautelosamente analisados por um especialista, com a ajuda também de exames complementares capazes de excluir a possibilidade de outros distúrbios (hemogramas, EEG e tomografia).
Para o diagnóstico ser fechado, são observadas a existência de:

  1. Múltiplos tiques vocais e/ou motores, que ocorrem ao mesmo tempo, ou não;
  2. Por quanto tempo esses tiques ocorrem;
  3. Se iniciou na infância, antes dos 18 anos;

Para definir o diagnóstico, o paciente será avaliado de forma periódica até que todos os outros distúrbios sejam descartados como possibilidades. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor, pois isso auxilia na compreensão do problema.

Conheça os tipos de Tiques

  1. Tique provisório: Tiques motores e/ou vocais, apresentados por menos de um ano, em crianças;
  2. Tique persistente: Tiques motores e/ou vocais, apresentados por mais de um ano, em crianças;
  3. Síndrome de Tourette: Tiques tanto vocais, quanto motores, com mais de um ano de duração, também em crianças.

Vale lembrar que os cacoetes ou tiques podem ser mais observados na infância, contudo, existem muitos pacientes adultos que sofrem com o problema, evidenciando que este não é um diagnóstico exclusivamente infantil.

Síndrome de Tourette Tratamento

A Síndrome de Tourette não tem cura, mas pode ser controlada e o paciente pode levar uma vida normal e conviver bem diminuindo os tiques a níveis quase imperceptíveis ao realizar Síndrome de Tourette Tratamento.

Existem duas intervenções possíveis e necessárias para a Síndrome de Tourette Tratamento: A medicação e a Terapia Cognitiva Comportamental. O uso de medicamentos antipsicóticos pode ser indicado para reduzir a ansiedade e, assim, a intensidade dos tiques.

As pesquisas demonstram resultados promissores na aplicação da Terapia Comportamental Cognitiva, uma vez que sabemos que fatores comportamentais e emocionais (Como Ansiedade e Estresse) podem interferir e aumentar muito o problema.

A Síndrome de Tourette Tratamento ajudará o paciente a:

  1. Compreender a questão e lidar com ela de maneira mais funcional;
  2. Diminuir a ansiedade e estresse;
  3. Aprender a lidar com suas emoções;
  4. Treinamento de Assertividade;
  5. Desenvolvimento de Habilidades para gerenciamento da Ansiedade.

Em alguns casos são feitas aplicações locais de toxina butolínica ( botox), pois ela “ congela” aquele músculo por um tempo, evitando assim, as contrações musculares. A intenção, neste caso, é de diminuir a intensidade dos tiques.

De acordo com o caso, é utilizada uma técnica da Terapia Comportamental: Reversão de Hábito, de forma a diminuir tiques vexatórios e tornar o convívio social menos ansiogênico.  A Terapia é parte fundamental no processo de Síndrome de Tourette Tratamento, então se você ou alguém muito importante atravessa este momento, não deixe de entrar em contato com psicóloga.

Relacionamento Abusivo – Por que as pessoas insistem neles

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Em um relacionamento abusivo, o abuso físico é fácil de ser reconhecido, mas o abuso emocional pode ser bastante sutil, muitas vezes passando despercebido pelos familiares,amigos e até pelas próprias vítimas.

Em relacionamento abusivo os ciúmes, as chantagens e as promessas de mudança são os principais sinais de que algo não vai bem na relação.

Quando alguém está num relacionamento abusivo, a primeira pergunta que muitos fazem é “por que a pessoa não termina tudo e segue em frente com sua vida?”. Para alguém que nunca passou por essa situação, até pode parecer lógico fazer esse tipo de questionamento.

No entanto, terminar um relacionamento abusivo não é tão fácil quanto as pessoas pensam. É uma ação difícil por vários motivos.

Nesse artigo, você vai conhecer o que é um relacionamento abusivo, quais são os seus sinais e as razões que podem fazer com que uma pessoa continue em uma situação tóxica com seu parceiro.

O que é um relacionamento abusivo

Em muitos relacionamentos o abuso emocional é utilizado para conquistar poder e controle sobre o parceiro. Esse abuso pode ocorrer de várias formas, como insultar, criticar, ameaçar, ignorar, ridicularizar, envergonhar, intimidar, xingar, obstruir, mentir, depreciar.

abuso emocional é caracterizado por uma série de padrões de comportamentos em um relacionamento. Pode-se considerar um desequilíbrio de poder, onde um dos lados exerce um controle, muitas vezes psicológico, mas que pode ser até físico sobre o outro.

Mesmo assim, o abuso emocional não está relacionado a uma agressão física. Em alguns casos, curiosamente, este tipo de abuso nem sempre é fácil de se reconhecer, pois pode partir de ações inconscientes, sem más intenções, embora muitas vezes seja.

No início da relação, o agressor pode até parecer ser atencioso e gentil. Entretanto, esse bom comportamento é parte do “processo de preparação” do agressor. Ao fazer isso, eles conquistam a confiança de suas vítimas, o que as torna vulneráveis a abusos posteriores. Muitas vezes, a privação de afeto, sexo ou dinheiro são usados como forma de punição ao abusado.

As cicatrizes de um relacionamento abusivo podem não ser visíveis, mas o efeito que ele tem na vítima pode ser traumático. Aqueles que foram abusados emocionalmente podem mais tarde ter problemas de ansiedade, depressão, dores crônica e até abuso de substâncias.

Os sinais de um abuso emocional

O relacionamento abusivo se resume ao fato do agressor querer manter uma vantagem no relacionamento. Na maioria das vezes, ele declara uma realidade para a vítima, negando ou distorcendo o modo como as coisas são, a fim de sustentar as suas opiniões. Nesse processo, a insegurança do parceiro abusado aumenta e ele começa a concordar com as distorções do agressor, tornando-o ainda mais vulnerável.

O parceiro pode dizer coisas ofensivas sobre o abusado disfarçadas de “piadas”. Então, quando ele reclama, o agressor alega que estava apenas brincando e que a pessoa é sensível demais. Ele, ainda, recusa a reconhecer os pontos fortes e diminui as conquistas da vítima.

Às vezes, o agressor enviar várias mensagens por dia para saber onde a pessoa está pode parecer um sinal de preocupação genuína. Mas, na verdade, é uma forma de controle total da pessoa, limitando onde ela vai ou com quem passa o tempo.

Abusado é obrigado a pisar em ovos para evitar decepcionar o seu agressor

A pessoa se vê pedindo desculpas mesmo sabendo que não fez nada de errado. Quando o comportamento abusivo se internaliza, a pessoa duvida de si próprio, perdendo a autonomia sobre sua própria vida e aumentando a dependência emocional.

Segundo estudo realizado pela Universidade Federal do Ceará, 27% de mulheres no nordeste já foram vítimas de relacionamento abusivo. Em muitos casos, o abuso vai além do emocional e envolve violência física e sexual.

A dependência emocional funciona de forma similar a outras dependências, como álcool, drogas, comida, etc. e por isso deve ser tratada com a mesma importância.

Os emocionalmente dependentes geralmente são movidos pelo medo, por isso, assumem comportamentos submissos, não são confiantes,  têm dificuldades em decidir e em se expressar. Essa dependência emocional é manifestada não apenas no âmbito do relacionamento amoroso, mas também em todos os aspectos da vida (profissional, econômico, social, sexual, etc.).

O mais comum é que esse tipo de dependência surja a partir da infância. Quando a criança, por qualquer que seja o motivo, tenha uma defasagem de atenção e carinho, ela cresce com um sentimento de que está faltando alguma coisa e, na maioria dos casos, busca preencher com outros aspectos, como relacionamentos, sexo, drogas, comida, etc.

Temos que entender que, como qualquer outra dependência, a recuperação é um assunto complicado e muitas vezes por isso, é difícil, para quem está sofrendo, sair desta condição.

Os motivos pelos quais as pessoas não saem de relacionamentos abusivos

A principal razão das pessoas permanecerem numa relação tóxica é que o abuso emocional destrói a autoestima de alguém, tornando-a dependente de seu parceiro e com dúvidas de que é possível começar um novo relacionamento.

Além disso, as vítimas descartam ou minimizam o abuso emocional porque não acham que é tão ruim quanto o abuso físico. É difícil para os que estão em um relacionamento abusivo deixarem seus parceiros depois de tanto tempo se sentindo inúteis e como se não houvesse melhor opção para eles mesmos.

Também é muito comum que o agressor se desculpe ou prometa que nunca mais vai repetir uma situação abusiva. Isso faz com que o parceiro minimize o comportamento abusivo original e acredite que tudo será diferente daqui para frente.

Para piorar, a sociedade perpetua uma mentalidade de que uma pessoa não deve desistir de um relacionamento. É sempre repetido que é preciso saber perdoar, esquecer e seguir em frente. A cultura pop também tenta colocar um sentimento de culpa ou derrota em quem termina uma relação e que todos precisam estar em um relacionamento perfeito.

Há uma pressão social para que os relacionamentos durem para sempre

Com isso, as pessoas em um relacionamento abusivo sentem vergonha de admitir que seu parceiro é abusivo por medo de ser julgado, culpado, marginalizado, com pena ou desprezado. Esse sentimento é potencializado quando existe um casamento, filhos e finanças compartilhadas.

Existe ainda a possibilidade que a vítima nem saiba que ela está sendo abusada. Depois de um conflito, um agressor sempre vai tentar mudar a perspectiva da situação e fazer com que seu parceiro se sinta culpado de alguma forma. No fim, o abusado acreditará que ele é a fonte de problemas no relacionamento.

Finalmente, muitas pessoas persistem no relacionamento abusivo unicamente porque amam seu parceiro e acham que as coisas vão mudar. Eles também podem acreditar que o comportamento de seu parceiro é devido a momentos difíceis ou se sentem como se pudessem mudar de parceiro se fossem eles mesmos parceiros melhores.

Entretanto, é importante ter em mente que se existe um esforço ou se a pessoa precisa mudar para agradar o outro, pode estar em um relacionamento abusivo.

Procurar ajuda de familiares, amigos ou com um profissional é a coisa mais importante para conseguir sair de uma relação tóxica.

Se você acredita que está num relacionamento abusivo é hora de mudar essa situação. Tenha ajuda de um psicólogo para você se sentir mais seguro e confiante. Entre em contato com nosso consultório de psicologia!

Agorafobia? O que é e quais são seus principais sintomas

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A agorafobia pode ser definida como medo de estar em situações onde a fuga pode ser difícil ou que a ajuda não estaria disponível se as coisas dessem errado. É um medo vago o suficiente para ser aplicado a qualquer coisa, em qualquer lugar ou situação.

As situações ou lugares mais comuns que podem gerar medo e ansiedade para uma pessoa que sofre do transtorno incluem uma fila no banco, filas em supermercados, sala de aula, transporte público ou até mesmo aviões (o que pode ser um problema ainda maior).

Muitas pessoas se deparam pela primeira vez com a agorafobia após um ataque de pânico. Em outros casos menos comuns, apenas se sentem desconfortáveis em determinados ambientes e ocasiões e podem até nunca chegar a ter um ataque de pânico. A agorafobia interfere no dia-a-dia e, se for muito grave, pode até fazer com que a pessoa fique fechada em casa.

Para começar, é importante identificarmos os sintomas de um ataque de pânico, pois muitas vezes quem sofre desse mal não é capaz de entender que está tendo uma crise. Por isso, preste atenção e ajude a pessoa a retomar a consciência e pensar de forma lógica. Confira os principais sintomas que identificam um ataque de pânico:

  • Dor no tórax.
  • Constante sensação de engasgo.
  • Tontura.
  • Perda de equilíbrio postural.
  • Náuseas.
  • Falta de ar.
  • Desmaios.
  • Medo inexplicável de morrer.
  • Medo de perder a sanidade.
  • Formigamentos, E entre outros.

Os ataques de pânico rapidamente se transformam em transtorno de ansiedade generalizada. Essa doença consegue determinar aonde a pessoa vai, afetando diretamente sua independência.

Por isso, se você se preocupa com ataques de pânico, quer saber o que é agorafobia ou está preocupado com alguém que possa estar sofrendo desse transtorno, continue a leitura!

O que é a agorafobia?

A agorafobia é um transtorno de ansiedade envolvendo medos irreais em situações da vida em que uma pessoa se sente presa ou incapaz de ter ajuda.

Tais situações incluem espaços abertos (pontes, mercados, estacionamentos, rodovias), espaços fechados (cinemas, lojas, salas de aula), multidões, filas ou transporte público. Ou seja, qualquer lugar onde a fuga seria difícil.

Este é um distúrbio baseado no medo e que pode ser incapacitante. Muitas vezes, o indivíduo teme a possibilidade de um ataque de pânico ou de se ver numa situação embaraçosa ou assustadora.

Por isso, a pessoa evita ativamente a situação que poderia provocar esse medo ou ansiedade. A mais simples das tarefas torna-se impossível.

Esse quadro pode se tornar tão grave que os pacientes podem ficar em casa por muitos anos, incapazes de trabalhar ou ir à escola. Dessa forma, a pessoa fica totalmente dependente de familiares e amigos para viver. Embora esse comportamento pareça diminuir a ansiedade em curto prazo, em longo prazo eles podem piorar a agorafobia.

Quando surge?

Existem muitas maneiras de a agorafobia se manifestar depois que a pessoa sofre repetidas crises de ansiedade ou síndromes do pânico. No caso da agorafobia, a pessoa adquire um medo incontrolável de que suas crises se manifestem em situações concretas e corriqueiras.

Este medo irracional é motivado principalmente por ideias instaladas de forma involuntária de que ataques constantes possam se repetir gradativamente e de que será muito difícil conseguir controlá-los ou pedir ajuda.

Tudo isso leva a pessoa que está sofrendo desse mal a evitar qualquer tipo de situação social, onde um ataque já possa eventualmente ter acontecido e até mesmo situações apenas imaginadas, onde a fobia nunca se manifestou antes.

Muito cuidado: muitas vezes, esses medos e limitações podem se transformar em sentimentos depressivos, pois a pessoa deixa de perceber estímulos positivos no ambiente e fica cada vez mais com a sensação de incapacidade ou com a autoestima baixa, aumentando o desespero e a necessidade de ajuda.

As causas da agorafobia

Não há uma causa definida para o surgimento da agorafobia. Se você tem um histórico familiar de agorafobia, teve um ataque de pânico ou presenciou um evento traumático no passado, a probabilidade de desenvolver o transtorno aumenta.

Outras condições podem estar presentes na agorafobia, incluindo abuso de substâncias, depressão ou transtornos de ansiedade e de humor. Geralmente, o distúrbio começa antes dos 35 anos, mas ele pode se desenvolver em qualquer idade.

Apesar de existirem medicamentos para tratar a síndrome do pânico em alguns pacientes como antidepressivos e ansiolíticos, é essencial procurar um especialista para tratar os sintomas e até diagnosticar o transtorno e o tratamento adequado para cada tipo de problema.

Tratamento mais comum

O tratamento mais comum para agorafobia é a terapia cognitiva comportamental, cujo objetivo é aprender sobre os sintomas do pânico e entender por que eles ocorrem. Com isso, os pensamentos que aumentam a ansiedade são identificados e recebem um novo significado.

Muitas vezes, a terapia se baseia na superação dos medos excessivos e incontroláveis. O objetivo principal, no geral, inclui outros micro-objetivos e metas mais específicas que o paciente cumprirá durante o tratamento.

Normalmente, mudar o comportamento é muitas vezes a parte mais difícil e também a mais importante do tratamento, pois quando o paciente conhece e se enxerga na condição de portador do transtorno, a terapia passa a ter mais efeito. Suas principais diretrizes são:

  • Não evitar totalmente as situações que despertem ataques de pânico e síndromes de ansiedade.
  • Reconhecer que seus medos não têm justificativa
  • Controlar a respiração de forma lenta e constante para que haja relaxamento.

Essas técnicas são muito importantes para ajudar no tratamento da agorafobia. Seguindo os passos da terapia cognitiva comportamental, o paciente enfrentará as situações que geram ansiedade com mais tranquilidade.

Porém, é essencial frisar que as técnicas comportamentais necessitam de tempo e constância, pois somente isso fará a diferença no final das contas.

Os benefícios da terapia online

Pensando em um cenário macro e como já falamos anteriormente, a terapia cognitiva é o tratamento mais comum para a agorafobia. Todavia, tudo depende de cada caso e de cada paciente.

Existem diversos tratamentos, incluindo o que engloba o uso de medicamentos psiquiátricos. Temos até alguns casos específicos ou que demandam mais tempo de duração onde pode ser necessária a combinação de psicoterapia com alguns medicamentos.

Como vimos, a agorafobia causa uma ansiedade extrema quando o indivíduo está fora de casa. Por isso, participar de sessões de terapia com um psicólogo está fora de cogitação, e isso impedirá que o paciente receba ajuda necessária.

Psicólogo Online

Diante dessa dificuldade, existe o psicólogo online, através de aplicativos de videoconferência (como Skype). Essa opção pode ajudar o paciente a se sentir seguro e em um ambiente confortável durante a terapia, em sua própria casa, sem precisar interagir com a equipe do consultório ou com outras pessoas na sala de espera.

Os mesmos benefícios terapêuticos de um atendimento presencial podem ser obtidos num tratamento online. Com o tempo, o paciente de agorafobia constrói a autoconfiança para entrar no consultório ou até participar de sessões de terapia em grupo.

E você, tem medo de espaços públicos ao ponto de ser impedido de trabalhar, fazer compras, viajar ou realizar atividades diárias? Conhece alguém que esteja sofrendo com esse transtorno? Entre em contato comigo psicóloga Alvorada ou em Psicóloga Porto Alegre e conheça como a terapia online pode ajudar a superar a agorafobia!

Transtorno Explosivo Intermitente – Sintomas e Tratamento

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Transtorno Explosivo Intermitente – Ataques de raiva sem controle, excesso de raiva e fúria repentina podem ser sinais da Síndrome de Hulk, um transtorno psicológico em que há um descontrole da raiva, podendo ser acompanhado de agressões verbais e físicas que podem prejudicar a própria pessoa ou outras pessoas próximas.

Esse transtorno, também conhecido como Transtorno Explosivo Intermitente, normalmente afeta indivíduos com problemas constantes no trabalho ou na vida pessoal, e seu tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos para controlar o humor e com acompanhamento de um psicólogo.

Acredita-se que pessoas contaminadas com o toxoplasma gondi no cérebro são mais propensas a desenvolver esta síndrome. O toxoplasma está presente nas fezes do gato, e causa uma doença chamada toxoplasmose, mas ele também pode estar presente no solo e em alimentos contaminados.

Como saber se minha raiva é normal

É comum sentir raiva em situação de estresse como batidas de carro ou birra dos filhos, e esse sentimento é normal desde que se tenha consciência e controle sobre ele, não havendo alterações bruscas para um estado de fúria e comportamento agressivo, no qual pode colocar em risco o próprio bem-estar e a segurança de outras pessoas.

No entanto, quando a agressividade é desproporcional à situação que desencadeou a raiva, pode ser um sinal de Transtorno Explosivo Intermitente , que é caracterizada por:

  • Falta de controle sobre o impulso agressivo;
  • Quebrar os próprios pertences ou os dos outros;
  • Suor, formigamento e tremores musculares;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Ameaças verbais ou agressividade física a outra pessoa sem um motivo que justifique essa atitude;
  • Sentimento de culpa e vergonha após os ataques.
Sintomas da Síndrome de Hulk

O diagnóstico dessa síndrome é feito por um médico psiquiatra com base no histórico pessoal e relato de amigos e familiares, pois esse transtorno só é confirmado quando há repetição do comportamento agressivo por vários meses, o que sugere que esta é uma doença crônica.

Além disso, é preciso descartar a possibilidade de outras alterações do comportamento, como o Transtorno da Personalidade Antissocial e o Transtorno da Personalidade Borderline.

O que pode acontecer se não se controlar o Transtorno Explosivo Intermitente

As consequências do Transtorno Explosivo Intermitente são decorrentes das atitudes impensadas tomadas durante os acessos de fúria, como perda do emprego, suspensão ou expulsão da escola, divórcio, dificuldade de se relacionar com outras pessoas, acidentes de carro e hospitalizações por ferimentos sofridos durante a agressividade.

O quadro agressivo acontece mesmo quando não há uso de álcool, mas normalmente é mais grave quando ocorre consumo de bebidas alcoólicas, mesmo em pouca quantidade.

Como diminuir os acessos de raiva

Acessos de raiva comuns podem ser controlados com o entendimento da situação e com conversas com parentes e amigos. Normalmente a raiva passa logo e a pessoa procura uma solução racional para o problema. No entanto, quando os acessos de raiva são frequentes e passam a perder o controle, recomenda-se acompanhamento de um psicólogo e ajuda dos familiares próximos para que aprendam a enfrentar e controlar os acessos de raiva e agressividade.

No entanto, além da psicoterapia, Transtorno Explosivo Intermitente também pode ser necessário o uso de medicamentos antidepressivos ou estabilizadores do humor, como o lítio e a carbamazepina, que irão ajudar no controle das emoções, diminuindo a agressividade.

Casamento feliz não precisa durar para sempre

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Bride and groom figurines standing on two separated slices of wedding cake
casamento

Quando duas pessoas decidem se casar é porque com elas existem projetos em comum, querem construir uma vida a dois e, provavelmente, no dia do casamento, o que estão sentindo é um desejo forte de ficarem juntas para sempre “até que a morte os separe”. Mas nem sempre o casamento dura todo esse tempo e quando vem a separação muitas vezes fica aquela sensação de que o amor não era verdadeiro, de que houve um fracasso da relação entre os dois ou de que foi tempo perdido. Será que é isso mesmo?

Em alguns casos o casamento foi realmente difícil, com muitos conflitos e dificuldades na comunicação. Em outros casos pode ter sido próspero pelo tempo que durou e as pessoas foram felizes juntas, conquistaram projetos em comum e individuais e quem sabe até geraram filhos antes que as dificuldades aparecessem. No entanto, todas essas situações são experiências que podem ter tido a presença de um amor sincero, honesto.

Talvez seja possível que o amor não esteja ligado necessariamente a uma relação perfeita ou duradoura, mas a uma vontade de estar junto ao outro e de crescer com ele, mas isso pode em algum momento tornar-se inviável na relação. O amor pode ainda transformar-se ou até deixar de existir, sem que isso invalide tudo o que ele proporcionou e construiu durante sua existência. O difícil é reconhecer isso no momento do término da relação.

Apesar de ser difícil olhar para as experiências passadas, reconhecer o que elas trouxeram de bom e encarar a própria responsabilidade sobre parte do que passou, é fundamental para as futuras experiências, amorosas ou não. Isso significa olhar para o que foi vivido considerando o que era possível naquele momento e refletir sobre a direção que se deseja tomar para alcançar a relação que se quer no presente.

Passo a passo para criar uma criança feliz

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Não há dúvidas de que a relação que uma mãe, pai ou responsável estabelece com a criança desempenha papel fundamental no seu desenvolvimento, tendo a capacidade de ser um diferencial positivo, mas também de atuar como obstáculo em determinadas situações.

Está claro que o objetivo comum a todos aqueles que têm filhos é justamente o de ser capaz de criar uma criança feliz e realizada. Porém qual a forma mais acertada de fazê-lo?

Os especialistas em psicologia infantil sempre falam de saber motivar, de conseguir transmitir apoio e reconhecimento, mas sem cair no excesso, que poderia ser igualmente problemático que a falta desses elementos.

A seguir, listamos alguns pontos aos que você deveria prestar atenção, a fim de alimentar uma relação positiva e equilibrada com seu filho/a:

1) Ofereça a possibilidade de escolhas

Independente da idade, a criança pode ser incentivada a tomar decisões, obviamente que envolvam um nível de complexidade para o qual ela está preparada. Não pergunte o que quer vestir, mas ofereça duas camisetas diferentes para que escolha a que ele/a mais gosta.

Esse tipo de postura ajuda a aumentar a autoconfiança e a ir construindo aos poucos a identidade da criança. Entretanto, é fundamental deixar claro que, assim como há decisões que ele/a pode tomar, outras são inegociáveis.

2) Controle o instinto superprotetor

É natural querer proteger a criança das experiências negativas, dos momentos de fracasso, por não querer vê-lo sofrer. Mas o valioso processo de aprendizagem desta etapa da vida também inclui entender que falhar faz parte e que não há nada de errado nisso.

Além disso, é a oportunidade de ensiná-lo a trabalhar com emoções como tristeza, irritação, ansiedade ou frustração, para que aprenda a buscar a superação com recursos próprios.

3) Alimente a diversidade de interesses

É muito importante que a criança encontre em casa a motivação para experimentar várias atividades diferentes: esportes, manualidades, lazer, leitura, artes, animais, cozinhar, etc. A criança que encontram um hobby, uma paixão logo cedo, acabam sendo mais sociáveis e têm mais possibilidades de se sentirem orgulhosas da sua experiência em outras áreas.

4) Trabalhe autonomia também na resolução de problemas

Muitas vezes, a criança não consegue resolver seus problemas sozinha porque nunca foi acostumada a isso. Daí a importância de estimular a busca por soluções sempre que ele/a se depara com uma situação bloqueante ou frustrante.

Por exemplo, ao brincar no parque a bola foi parar na casa vizinha. Ao invés de tomar a iniciativa de buscá-la, pergunte primeiro como ele/a acha que poderia recuperá-la. Segundo os especialistas, as crianças são capazes, quando estimuladas, de tomar decisões incrivelmente maduras, porém é preciso paciência para desenvolver o hábito.

 Crie espaços para a criança no “mundo dos adultos”

É óbvio que a criança precisa passar tempo com os seus amiguinhos, e que se divertem muito quando podem fazê-lo. Porém, ter a oportunidade de conviver com pessoas adultas, participar de conversas e atividades diversas, é uma janela que se abre para diferentes formas de pensar, ajudando a expandir a realidade deste menino ou menina. É convivendo com a diferença que a criança se torna mais flexível e madura.

A advertência de uma psicóloga infantil: você nunca deve dar beijo na boca de seus filhos

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Muitos pais não veem qualquer tipo de problema em dar beijo na boca de seus filhos.

No entanto, quando perguntam ‘até que idade é adequado fazer isso?’, várias pessoas não sabem o que responder. Para essa psicóloga infantil, você nunca deve beijar as crianças na boca. Continue lendo para saber o motivo de suas declarações.

Recentemente, a modelo Victoria Beckham compartilhou uma foto no Instagram onde ela dá um beijo na boca de sua filha. A rede social se dividiu em dois: um grupo achou que isso era algo carinhoso, enquanto outros achavam inadequado e repugnante. Esse debate levou Charlotte Reznick, uma psicóloga especializada em trabalhar crianças, a fazer uma avaliação profissional. De acordo com ela, nunca devemos dar beijos na boca dos filhos.

“Se você começar a beijá-la na boca, quando vai terminar? Isso se torna muito confuso”, diz Reznick.

De acordo com a psicóloga, a consciência sexual das crianças começa desde muito cedo. É por isso que beijos inocentes podem criar vínculos emocionais que confundem crianças. Segundo a mulher, não é prejudicial dar beijos na boca aos filhos quando são bebês, mas é melhor não fazê-lo, pois pode criar muitas confusões no futuro.

“Quando uma criança faz quatro, cinco ou seis anos sua consciência sexual começa (para alguns começa mais cedo), e então um beijo pode estimulá-los, diz Reznick. “Se alguém me perguntar quando deveria parar de beijar seus filhos, eu diria pare já”, continua.

No entanto, nem todos os psicólogos concordam com Reznick. Sally-Anne McCormack, uma profissional da área, critica a opinião de Reznicks: “Não há chance de que um beijo na boca possa ser confuso para eles. Isso é como dizer que a amamentação pode ser confusa.” A médica Fiona Martin também não vê nenhum problema nesse gesto, e diz que os beijos na boca mostram que você os ama. Apesar das críticas, Reznick continua defendendo sua visão.

E você, o que acha de dar beijos na boca das crianças, psicóloga e psicólogo é certo, errado ou indiferente? Fale a sua opinião nos comentários e compartilhe o texto para que mais pessoas possam lê-lo.