Ataque de Pânico como identificar, quais são estes sintomas

Ataque de Pânico como identificar, quais são estes sintomas

O ataque de pânico quando surge quando uma sequência de sinais se concretizam. Veja quais são estes sintomas.

O ataque de pânico, em geral, é caracterizado quando ocorre uma violenta liberação de hormônios, principalmente a adrenalina, causando uma crise com sintomas físicos e emocionais. É mais comum do que se pensa e, segundo os psicólogos, o ataque de pânico pode conduzir, às vezes, a situações de risco.

É muito normal associar o ataque de pânico a algum evento que abalou profundamente o inconsciente da pessoa. Isso a faz paralisar em quaisquer circunstâncias que lembrem o fato.

As causas de um ataque de pânico
Suas causas podem ser múltiplas, como por exemplo, numa posição de altura, escuridão ou animais. Na maior parte das vezes, o ataque de pânico resulta do processo já desenvolvido por alguma fobia ou medo excessivo.

O problema mais sério para um ataque de pânico é que ele pode gerar uma crise em qualquer lugar. A pessoa não tem a opção de escolher ou dominar a sua ação.

Como identificar um ataque de pânico
Em geral, o sintoma de uma pessoa que passa por um ataque de pânico deve ser observado nos momentos anteriores à sua ação. Há casos em que o grau de ansiedade elevou-se tanto que a pessoa não conseguiu controlar seus impulsos, permanecendo imóvel sob o estado de crise.

O que a pessoa sente no momento de um ataque? Via de regra, o transtorno se caracteriza por:

  • estados de ansiedade elevados com palpitações;
  • tremor;
  • falta de ar;
  • agitação cerebral;
  • sudorese;
  • secura na boca;
  • tontura;
  • desmaio;
  • dores estomacais;
  • zumbido nos ouvidos;
  • formigamento nas extremidades;
  • sensações apavorantes como perda dos sentidos.

Quando os ataques são súbitos podem culminar em até distúrbios cardíacos, se a pessoa tiver problemas. Normalmente, um ataque de pânico pode durar aproximadamente de 5 e 15 minutos.

Como lidar com o ataque de pânico

Conhecer antecipadamente essas causas podem ser de fundamental importância para atenuar os sintomas físicos, psicológicos e emocionais. Logo que é identificado um ataque de pânico é importante deixar a pessoa segura para que possa retornar à normalidade. Isso evitará que outros sintomas se desencadeiem num rápido processo sem controle.

Todo ataque de pânico passa

A pessoa deverá fazer o possível para evitar alimentar a sua imaginação e memória com o ocorrido, a fim de evitar o seu agravamento. O ideal é respirar profundamente por vários minutos até que o ritmo cardíaco se estabilize por completo.

Como pudemos ver, o ataque de pânico pode ser iniciado de forma crescente ou inesperada. O nosso cérebro e o nosso corpo são inteligentes em enviar sinais de alerta que se materializam em sintomas físicos.

Como consequência do ataque de pânico, a pessoa tende a não dar continuidade à ação que antes realizava, gerando um trauma momentâneo. A questão é que este problema, se não tratado, poderá se transformar em um transtorno de pânico.

Tratamento para síndrome de pânico

Como não há como prever quando uma crise acontece. É importante a pessoa avaliar se há frequência em seus sintomas. Nos primeiros estágios do transtorno, é bem mais fácil tratá-la.

A ajuda da psicoterapia é muito importante neste sentido porque ela atuará especificamente nas causas e origens do ataque, buscando assim, neutralizar completamente a raiz do transtorno.

A melhoria do paciente

Em si, os ataques de pânico são complexos de serem curados por conta própria. E, se não são devidamente acompanhados por um especialista nesta área, podem suceder com mais frequência.

O tratamento para a síndrome do pânico desencadeará um processo terapêutico capaz de extrair as fobias, tensões e ansiedade com um diagnóstico correto. A melhoria do paciente é excelente com as terapias comportamentais e da psicanálise, pois visam gerar o autoconhecimento na pessoa. A compreensão de seus medos impossibilita futuras crises.

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Culpa e autocobrança – Psicóloga Porto Alegre Michele Silva

Culpa e autocobrança - Psicóloga Porto Alegre Michele Silva

Culpa e autocobrança

1ª: “Eu moro com minha mãe, mas há muito tempo estou pensando em me mudar, montar a minha casa, mas ando me sentindo com tanta culpa. Acho que eu não deveria sair de casa”.

2ª: “Estou de licença maternidade. Quando minhas amigas me ligam eu digo que vou voltar logo para o trabalho porque acho que é isso que eu deveria fazer, mas eu queria mesmo era parar de trabalhar por um tempo, eu tenho condições para isso e quero cuidar do meu filho. Como sei que elas não concordam com isso eu nem estou mais atendendo ao telefone”.

3ª: “Outro dia passei muita raiva em uma loja, pois eu comprei um aparelho de som que veio com defeito. O vendedor se recusou a trocar dizendo que eu tinha que procurar o fabricante. Ele deveria conhecer o código do consumidor. Eu fiquei maluco de raiva e armei a maior confusão”.

O que tem em comum nestas perguntas?  O “Deveria”. Um deveria morar com a mãe para sempre. Outra deveria voltar a trabalhar depois da licença maternidade. Outro diz que o vendedor deveria saber o código do consumidor. Esse “deveria” pode ser um problema. Será que estas pessoas tem um dedo apontado dizendo: “Você deveria ser perfeito, maior, melhor”.

Assumimos regras que podem causar culpa

Muitas vezes assumimos regras que não são verdadeiras ou não são necessárias e sofremos porque não conseguimos cumprir todos os “deverias” que impomos a nós mesmos, ou sofremos porque cumprimos “deverias” que não tem o menor sentido.

O tal do “Deveria” pode atrapalhar em algumas situações, como por exemplo:

– Você não consegue fazer algo que considera obrigação mesmo que não seja obrigação. Ex: Não consegue ajudar seu filho com a lição de casa, porque você já saiu da escola faz tempo, não lembra mais nada de matemática, equação do segundo grau, mas acha que deveria saber. E se sente culpado e não resolve o problema. Sem culpa talvez pudesse pensar com clareza, pois acredito que quando elaboramos a culpa podemos conquistar espaço para raciocinar com objetividade.

Remorso

– Você fez, ou deixou de fazer, alguma coisa no passado e agora está com remorso. Ex: “Eu não falei para o meu pai o quanto eu o admirava. Eu deveria ter me comunicado melhor com ele enquanto ele estava vivo”. Se apegar a esse deveria pode atrapalhar porque não tem como mudar o passado, o creio ser útil aprender com os erros do passado, e não ficar vivendo no passado. Aprender agora a se comunicar melhor com as pessoas, e talvez não deixar que seu filho perca o canal de comunicação.

– Os outros fizeram alguma coisa, no passado, que te deixou magoado e você ainda sente raiva. Ex: O namorado que não deveria ter te abandonado.

– Você faz alguma coisa que você acha que deve mas lá no fundo gostaria de não dever e agora fica com esse misto de raiva e culpa. Ex: Quando vai visitar sua sogra. Você sabe que deve dar atenção à ela, mas gostaria de não dever nada à ela. Acredito que se não houver saída não há nada melhor do que se fortalecer para suportar. Afinal muita coisa é inevitável, por exemplo a morte de uma pessoa querida, o emprego que você não conseguiu, o carro que não deu pra comprar, etc.

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Rigidez emocional

Quando uma pessoa define as suas obrigações em termos muito rígidos eu imagino que seria como atravessar uma ponte tão estreitinha que só cabe um pé de cada vez. Pode ser muita pressão, só dar um passo em falso e pode surgir culpa, raiva, dor, etc. Alguns podem ficar tão apegados ao “deveria” que pode confundir tudo o que gostaria com mais um “Deveria”. Ex: Você foi convidado para o aniversário de uma pessoa muito rica e acha que tem que dar um presente caro. O que seria um “Eu gostaria de dar um presente caro” vira um “deveria dar um presente caro, senão…”.

Anorexia: sintomas, tratamentos e causas Psicóloga Porto Alegre

Anorexia: sintomas, tratamentos e causas Psicóloga Porto Alegre

O que é Anorexia?

A anorexia nervosa é um distúrbio alimentar que provoca uma perda de peso acima do que é considerado saudável para a idade e altura. Pessoas com anorexia nervosa podem ter um medo intenso de ganhar peso, mesmo quando estão abaixo do peso normal. Elas podem abusar de dietas ou exercícios, ou usar outros métodos para emagrecer.

Causas

A anorexia nervosa é um distúrbio de imagem, no qual o paciente não consegue aceitar seu corpo da forma como ele é, ou tem a impressão de que está acima do peso em níveis acima da realidade. Isso pode levar a um quadro de ansiedade, que faz a pessoa buscar maneiras bruscas de perder peso rapidamente.

A causa exata da anorexia ainda é desconhecida, mas acredita-se que fatores biológicos, psicológicos e ambientais estejam envolvidas nas causas possíveis para a doença.

Os genes e os hormônios podem desempenhar um papel no seu desenvolvimento. Atitudes sociais que promovem tipos de corpos muito magros também podem estar envolvidas.

Por muito se acreditou que conflitos familiares contribuíam para a anorexia e outros distúrbios alimentares. No entanto, essa ideia não é mais difundida.

Sintomas

Sintomas de Anorexia

Os principais sintomas apresentados por uma pessoa com anorexia nervosa é:

  • Sentir muito medo de engordar ou ficar acima do peso ideal, mesmo quando a pessoa está abaixo do peso normal
  • Recusar-se a manter o peso que é considerado normal ou aceitável para sua idade e altura (geralmente, pessoas com anorexia estão no mínimo 15% abaixo do peso normal)
  • Ter uma imagem corporal muito distorcida, ser muito focada no peso ou na forma corporal e se recusar a admitir a gravidade da perda de peso
  • Não menstruar por três ou mais ciclos.

As pessoas com anorexia podem limitar gravemente a quantidade de comida que ingerem e depois provocar vômitos. Outros comportamentos incluem:

  • Cortar a comida em pequenos pedaços ou movê-los no prato em vez de comê-los
  • Exercitar-se o tempo todo, mesmo quando o clima está ruim, a pessoa está machucada ou ocupada
  • Ir ao banheiro imediatamente após as refeições
  • Recusar-se a comer perto de outras pessoas
  • Usar comprimidos para urinar (diuréticos), evacuar (enemas e laxantes) ou reduzir o apetite (comprimidos para perda de peso).

Outros sintomas de anorexia nervosa podem incluir:

  • Pele manchada ou amarelada, seca e coberta por pelos finos
  • Pensamento confuso ou lento, junto com memória ou julgamento deficientes
  • Depressão
  • Boca seca
  • Extrema sensibilidade ao frio (vestir várias camadas de roupas para ficar aquecido)
  • Perda de resistência óssea
  • Desgaste dos músculos e perda de gordura corporal.

Diagnóstico e Exames

Fatores de risco

Alguns fatores de risco podem levar pessoas a desenvolveram um quadro de anorexia. Confira:

  • Mulheres têm mais chances de desenvolver a doença do que homens, apesar de o número de homens de todas as idades com anorexia ter aumentado nos últimos anos. Uma hipótese para justificar isso é que a mídia e a publicidade estejam influenciando no padrão ideal de beleza masculina cada vez com mais frequência e intensidade, mostrando que a pressão social sobre a questão da beleza e do corpo magro não faz mais tanta distinção de gênero. No entanto, as mulheres ainda são as mais afetadas com esse quadro
  • Anorexia é um distúrbio muito comum entre adolescentes, principalmente por conta da pressão social existente nessa fase da vida e todas as mudanças que ocorrem no corpo e na mente. Entretanto, pessoas de todas as idades podem desenvolver o problema, sendo considerado raro somente em indivíduos acima dos 40
  • Estudos mostram que alguns genes possam estar diretamente relacionados ao desenvolvimento da anorexia
  • Histórico familiar, ou seja, ter um parente que apresenta ou apresentou algum distúrbio alimentar pode aumentar as chances de desenvolver anorexia também
  • O ato de perder ou ganhar peso pode desencadear em reações das mais variadas, desde elogios até críticas. Elas podem, por isso, levar uma pessoa a recorrer a dietas cada vez mais extremas e ao surgimento da anorexia
  • Grandes mudanças na vida e na rotina podem acarretar no desenvolvimento de distúrbios alimentares, entre eles a anorexia. Exemplos: mudança de escola, casa ou trabalho, morte de um ente querido e términos de relacionamento
  • Pessoas ligadas ao esporte e ao mundo artístico, como atores, atrizes e modelos, são mais propensas a desenvolver anorexia também, pois trabalham com a própria imagem e sofrem julgamentos por um número maior de pessoas
  • A mídia e a sociedade são grandes responsáveis pela anorexia. A televisão e revistas de moda, bem como os estereótipos sociais de beleza, despertam nas pessoas a sensação de que só serão felizes e populares se seguirem um determinado padrão – alimentado diariamente pelos meios de comunicação e reproduzido em todos os círculos sociais.

Buscando ajuda médica

Converse com seu médico se você ou uma pessoa próxima a você estiver:

  • Muito preocupada com o peso
  • Exercitando-se em excesso
  • Limitando a ingestão de alimentos
  • Muito abaixo do peso ideal

É bom lembrar que obter ajuda médica o quanto antes pode reduzir a gravidade de anorexia e de outros distúrbios alimentares.

Caso um familiar ou alguém próximo a você esteja com sintomas de anorexia, converse com essa pessoa. Muitas vezes o paciente não tem consciência de que está passando por dificuldades e precisará de muito apoio para superar. No entanto, é importante não forçar uma decisão ou atitude sem que a pessoa se sinta confortável.

Na consulta médica

O time de especialistas que cuida de uma pessoa com anorexia inclui nutricionistas, psicólogos e outros especialistas em distúrbios alimentares. Na consulta, é importante estar acompanhado de algum parente, amigo ou pessoa de confiança. Aproveite para tirar todas as suas dúvidas e pedir a devida orientação para o médico. Descreva seus sintomas e, principalmente, a forma como você enxerga seu peso e sua imagem refletida no espelho.

O médico também poderá fazer algumas perguntas, confira exemplos:

  • Há quanto você está preocupado com seu peso?
  • Você pratica exercícios físicos? Com que frequência?
  • Quais meios você utiliza para perder peso?
  • Quais são seus sintomas físicos?
  • Com que frequência você pensa em comer?
  • Você come em segredo?
  • Você tem algum parente com histórico de distúrbio alimentar?

Diagnóstico de Anorexia

O médico, primeiramente, realizará um exame físico no paciente, em que ele avaliará a altura e o peso, checará os sinais vitais e procurará por sinais de desnutrição na pele e nas unhas. Em seguida, ele poderá pedir alguns exames de laboratório para verificar o funcionamento do fígado, dos rins e da tireoide, além de exames para acompanhamento psicológico do paciente.

Outras causas de perda de peso ou atrofia muscular devem ser descartadas com exames médicos. Exemplos de outras condições que possam causar esses sintomas incluem:

  • Doença de Addison
  • Doença celíaca
  • Doença inflamatória intestinal

Devem ser feitos exames para ajudar a encontrar a causa da perda de peso ou observar qual dano a perda de peso ocasionou. Vários desses testes serão repetidos ao longo do tempo para monitorar o paciente.

  • Albumina
  • Densitometria óssea, para verificar se há osteoporose
  • Hemograma completo
  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Eletrólitos
  • Testes de funcionamento dos rins
  • Testes da função hepática
  • Proteína total
  • Testes de funcionamento da tireoide
  • Exame de urina

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Anorexia

O maior desafio no tratamento da anorexia é fazer a pessoa reconhecer que tem uma doença. A maioria das pessoas com anorexia nega que tem um distúrbio alimentar. Em geral, as pessoas somente começam um tratamento quando a doença já atingiu seu estado grave.

Geralmente, uma pessoa com anorexia precisa de vários tipos de tratamento. Os objetivos do tratamento para a anorexia são recuperar o peso corporal e os hábitos alimentares normais. Um ganho de peso de 0,5 a 1,4 kg por semana é considerado um objetivo seguro pelos médicos.

Vários programas diferentes foram desenvolvidos para tratar da anorexia. Às vezes, a pessoa pode ganhar peso:

  • Aumentando as atividades sociais
  • Reduzindo a atividade física
  • Usando programas para alimentação
  • Vários pacientes começam com uma permanência curta no hospital para acompanhamento com um programa de tratamento diário.

A permanência prolongada no hospital, no entanto, pode ser necessária se:

  • A pessoa tiver perdido muito peso (estar abaixo de 70% do peso corporal ideal para sua idade e altura). Em caso de subnutrição grave que coloca a vida em risco, a pessoa pode precisar ser alimentada por sonda venal ou por um tubo de alimentação no estômago
  • A perda de peso continuar, mesmo com o tratamento
  • Surgirem complicações médicas, como problemas cardíacos, confusão ou desenvolvimento de níveis baixos de potássio
  • A pessoa tiver depressão grave ou pensar em cometer suicídio

Em geral, o tratamento para a anorexia é bastante difícil e exige trabalho árduo dos pacientes e suas famílias. Muitas terapias podem ser tentadas até o paciente superar o distúrbio. É preciso muita paciência e persistência, pois os pacientes podem desistir dos programas se tiverem esperanças não realistas de serem “curados” somente com terapia.

Diferentes tipos de psicoterapias são usadas para tratar de pessoas com anorexia, mas tanto a terapia comportamental cognitiva individual, a terapia de grupo e a terapia familiar são bem-sucedidas neste sentido.

O objetivo da terapia é mudar os pensamentos ou o comportamento de um paciente para encorajá-lo a comer de maneira mais saudável. Esse tipo de terapia é mais útil para o tratamento de pacientes mais jovens, que não tiveram anorexia por muito tempo. Se o paciente for jovem, a terapia pode envolver toda a família.

Grupos de apoio também podem fazer parte do tratamento da anorexia. Neles, pacientes e familiares se encontram e compartilham suas experiências pelo que passam.

Medicamentos, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor podem ajudar alguns pacientes, desde que usados sob a devida orientação médica.

Medicamentos para Anorexia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de anorexia são:

  • Cobavital

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Algumas medidas podem facilitar o tratamento e deixá-lo mais confortável para o paciente. Siga algumas dicas e tenha um prognóstico tranquilo e bem-sucedido:

  • Atenha-se ao plano de tratamento e siga à risca as orientações médicas. Não falte às sessões de terapia e não desrespeite a dieta montada pelo nutricionista
  • Se necessário, converse com seu médico sobre o uso de suplementos vitamínicos. Eles podem ajudar no ganho de peso
  • Não se isole das outras pessoas e participe de atividades sociais
  • Acostume-se com sua imagem no espelho e entenda que a beleza não está um corpo magérrimo e pouco saudável.

Complicações possíveis

As complicações da anorexia podem ser graves. Uma permanência no hospital pode ser necessária.

As complicações da anorexia podem incluir:

  • Inchaço
  • Enfraquecimento dos ossos
  • Desequilíbrio eletrolítico (como níveis baixos de potássio)
  • Arritmia cardíaca
  • Redução de glóbulos brancos, que leva ao aumento do risco de infecção
  • Desidratação grave
  • Desnutrição grave
  • Convulsões devido à perda de líquidos como resultado de diarreia repetitiva ou vômitos excessivos
  • Problemas na glândula tireoide, que podem levar à intolerância ao frio e à constipação
  • Cáries
  • Em homens, queda nos níveis de testosterona
  • Em mulheres, mudanças no período menstrual
  • Depressão
  • Problemas de personalidade e ansiedade
  • Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)
  • Uso de drogas

Em casos graves, a anorexia pode levar à morte.

Anorexia tem cura?

A anorexia nervosa é uma doença grave que pode ser fatal. Em algumas estimativas, ela leva à morte em 10% dos casos. Programas de tratamento experimentados podem ajudar as pessoas com a doença a voltar para o peso normal, mas é comum a doença retornar.

Mulheres que desenvolvem a anorexia em idade precoce têm melhor chance de recuperação completa. No entanto, a maioria das pessoas com anorexia continuará preferindo um peso corporal mais baixo e estará muito focada em alimentos e calorias.

O controle do peso pode ser difícil. Talvez seja necessário o tratamento a longo prazo para manter um peso saudável.

Prevenção

Prevenção

Em alguns casos, a prevenção da anorexia pode não ser possível. Encorajar atitudes saudáveis e realistas em relação ao peso e à dieta podem ajudar. Algumas vezes, a psicoterapia também pode ser útil.

  • Cultive sempre a ideia de um corpo saudável com seu filho ou filha, independentemente da silhueta ou do peso
  • Converse com o pediatra de seu filho ou filha. Eles podem notar desde cedo algumas indicações de distúrbios alimentares e as melhores maneiras de evitar que eles se desenvolvam
  • Converse com um médico também se souber de algum parente da família que já teve ou tem algum tipo de distúrbio alimentar. A pessoa pode ajudar a aprender desde cedo a lidar com a questão e a impedir que o problema evolua também.
 

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Síndrome de Tourette Tratamento Causas, Sintomas e Diagnóstico.

Síndrome de Tourette Tratamento Causas, Sintomas e Diagnóstico.

Entenda o que é a Síndrome de Tourette Tratamento, suas Causas, Sintomas e Diagnóstico.

O que é Síndrome de Tourette?

A Síndrome de Tourette é também conhecida como cacoete ou tique nervoso e trata-se de um transtorno neuropsiquiátrico que apresenta “tiques” vocais e motores, involuntários, que podem ocorrer ao mesmo tempo ou não. Esses tiques ou espasmos musculares são contrações repentinas e intermitentes, e os mais frequentes são: caretas, barulhos, piscar, fungar, movimentar bruscamente os ombros e a cabeça. Esses sintomas aparecem na infância, entre os 3 e 9 anos de idade e podem permanecer até a idade adulta, podendo gerar muito constrangimento para o paciente.

Esses tiques acontecem várias vezes ao dia, quase todos os dias ou de forma intermitente, podendo diminuir por um tempo, mas permanecem presentes por período maior do que 01 ano e não tem nenhuma relação com nenhuma outra condição de saúde. Algumas vezes a Síndrome de Tourette pode se apresentar junto do Transtorno Obsessivo- Compulsivo (TOC) e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade ( TDAH).

As taxas de prevalência são de 1 em cada 1.000 homens e 1 em cada 10.000 mulheres.

Sintomas da Síndrome de Tourette:

Os sintomas são classificados de cinco formas: Coprolalia, Copropraxia, Ecolalia, Ecopraxia e Palilalia.

  1. Coprolalia: É a emissão involuntária de palavras obscenas, “ palavrões”;
  2. Copropraxia: São gestos obscenos, involuntários;
  3. Ecolalia: Repetição da última palavra ou frase ouvida;
  4. Ecopraxia: Repetição de gestos vistos;
  5. Palilalia: Repetição das próprias palavras.

No início, os sintomas geralmente se apresentam em tiques motores, como:

  • Piscar;
  • Caretas;
  • Contrações ou movimentos bruscos e involuntários, dos ombros e da cabeça.

Os tiques de vocalização, geralmente aparecem por volta dos 11 anos. Nessa fase, os tiques aparecem em forma de:

  • Pigarros;
  • Tosses;
  • Fungadas;
  • Exclamações coloquiais;
  • Palavrões.

Se a criança relatar “ sensações estranhas” como: irritação, coceira, pressão interna e energia excessiva que precisa ser descarregada, é importante ficar atento pois alguns pacientes relatam uma sensação física, que precede o cacoete, de forma a anunciar que ele surgirá. Os tiques aumentam ou se tornam mais intensos com a ansiedade, estresse ou cansaço.

O paciente tende a disfarçar esses tiques quando se torna consciente deles, utilizando movimentos que pareçam comuns e possam neutralizar os tiques, substituindo o tique por outro movimento socialmente aceitável, mas em grande quantidade de repetições, por exemplo: arrumar os óculos, a roupa ou passar as mãos nos cabelos. Esses sintomas devem ser observados com muito cuidado, já que são atitudes corriqueiras, que podem fazer com que os pais não percebam ou podem ainda, retardar a busca por Síndrome de Tourette, no caso de adultos.

Causas Síndrome de Tourette:

A causa da Síndrome de Tourette ainda é desconhecida. Porém, estudos indicam relação com alterações no metabolismo e na neurotransmissão da dopamina, que é a responsável por envolver os circuitos neuro frontais- subcorticais. Ou seja, até o momento, as pesquisas indicam que pode se originar por uma causa genética hereditária.

Diagnóstico Síndrome de Tourette:

O diagnóstico da Síndrome de Tourette é clínico, feito cuidadosamente, já que não é anormal uma criança apresentar algum tipo de “tique”, em alguma fase. Por isso a junção de fatores como sintomas e, tempo de duração dos mesmos, devem ser cautelosamente analisados por um especialista, com a ajuda também de exames complementares capazes de excluir a possibilidade de outros distúrbios (hemogramas, EEG e tomografia).
Para o diagnóstico ser fechado, são observadas a existência de:

  1. Múltiplos tiques vocais e/ou motores, que ocorrem ao mesmo tempo, ou não;
  2. Por quanto tempo esses tiques ocorrem;
  3. Se iniciou na infância, antes dos 18 anos;

Para definir o diagnóstico, o paciente será avaliado de forma periódica até que todos os outros distúrbios sejam descartados como possibilidades. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor, pois isso auxilia na compreensão do problema.

Conheça os tipos de Tiques

  1. Tique provisório: Tiques motores e/ou vocais, apresentados por menos de um ano, em crianças;
  2. Tique persistente: Tiques motores e/ou vocais, apresentados por mais de um ano, em crianças;
  3. Síndrome de Tourette: Tiques tanto vocais, quanto motores, com mais de um ano de duração, também em crianças.

Vale lembrar que os cacoetes ou tiques podem ser mais observados na infância, contudo, existem muitos pacientes adultos que sofrem com o problema, evidenciando que este não é um diagnóstico exclusivamente infantil.

Síndrome de Tourette Tratamento

A Síndrome de Tourette não tem cura, mas pode ser controlada e o paciente pode levar uma vida normal e conviver bem diminuindo os tiques a níveis quase imperceptíveis ao realizar Síndrome de Tourette Tratamento.

Existem duas intervenções possíveis e necessárias para a Síndrome de Tourette Tratamento: A medicação e a Terapia Cognitiva Comportamental. O uso de medicamentos antipsicóticos pode ser indicado para reduzir a ansiedade e, assim, a intensidade dos tiques.

As pesquisas demonstram resultados promissores na aplicação da Terapia Comportamental Cognitiva, uma vez que sabemos que fatores comportamentais e emocionais (Como Ansiedade e Estresse) podem interferir e aumentar muito o problema.

A Síndrome de Tourette Tratamento ajudará o paciente a:

  1. Compreender a questão e lidar com ela de maneira mais funcional;
  2. Diminuir a ansiedade e estresse;
  3. Aprender a lidar com suas emoções;
  4. Treinamento de Assertividade;
  5. Desenvolvimento de Habilidades para gerenciamento da Ansiedade.

Em alguns casos são feitas aplicações locais de toxina butolínica ( botox), pois ela “ congela” aquele músculo por um tempo, evitando assim, as contrações musculares. A intenção, neste caso, é de diminuir a intensidade dos tiques.

De acordo com o caso, é utilizada uma técnica da Terapia Comportamental: Reversão de Hábito, de forma a diminuir tiques vexatórios e tornar o convívio social menos ansiogênico.  A Terapia é parte fundamental no processo de Síndrome de Tourette Tratamento, então se você ou alguém muito importante atravessa este momento, não deixe de entrar em contato com psicóloga.

Agorafobia? O que é e quais são seus principais sintomas

Agorafobia? O que é e quais são seus principais sintomas

A agorafobia pode ser definida como medo de estar em situações onde a fuga pode ser difícil ou que a ajuda não estaria disponível se as coisas dessem errado. É um medo vago o suficiente para ser aplicado a qualquer coisa, em qualquer lugar ou situação.

As situações ou lugares mais comuns que podem gerar medo e ansiedade para uma pessoa que sofre do transtorno incluem uma fila no banco, filas em supermercados, sala de aula, transporte público ou até mesmo aviões (o que pode ser um problema ainda maior).

Muitas pessoas se deparam pela primeira vez com a agorafobia após um ataque de pânico. Em outros casos menos comuns, apenas se sentem desconfortáveis em determinados ambientes e ocasiões e podem até nunca chegar a ter um ataque de pânico. A agorafobia interfere no dia-a-dia e, se for muito grave, pode até fazer com que a pessoa fique fechada em casa.

Para começar, é importante identificarmos os sintomas de um ataque de pânico, pois muitas vezes quem sofre desse mal não é capaz de entender que está tendo uma crise. Por isso, preste atenção e ajude a pessoa a retomar a consciência e pensar de forma lógica. Confira os principais sintomas que identificam um ataque de pânico:

  • Dor no tórax.
  • Constante sensação de engasgo.
  • Tontura.
  • Perda de equilíbrio postural.
  • Náuseas.
  • Falta de ar.
  • Desmaios.
  • Medo inexplicável de morrer.
  • Medo de perder a sanidade.
  • Formigamentos, E entre outros.

Os ataques de pânico rapidamente se transformam em transtorno de ansiedade generalizada. Essa doença consegue determinar aonde a pessoa vai, afetando diretamente sua independência.

Por isso, se você se preocupa com ataques de pânico, quer saber o que é agorafobia ou está preocupado com alguém que possa estar sofrendo desse transtorno, continue a leitura!

O que é a agorafobia?

A agorafobia é um transtorno de ansiedade envolvendo medos irreais em situações da vida em que uma pessoa se sente presa ou incapaz de ter ajuda.

Tais situações incluem espaços abertos (pontes, mercados, estacionamentos, rodovias), espaços fechados (cinemas, lojas, salas de aula), multidões, filas ou transporte público. Ou seja, qualquer lugar onde a fuga seria difícil.

Este é um distúrbio baseado no medo e que pode ser incapacitante. Muitas vezes, o indivíduo teme a possibilidade de um ataque de pânico ou de se ver numa situação embaraçosa ou assustadora.

Por isso, a pessoa evita ativamente a situação que poderia provocar esse medo ou ansiedade. A mais simples das tarefas torna-se impossível.

Esse quadro pode se tornar tão grave que os pacientes podem ficar em casa por muitos anos, incapazes de trabalhar ou ir à escola. Dessa forma, a pessoa fica totalmente dependente de familiares e amigos para viver. Embora esse comportamento pareça diminuir a ansiedade em curto prazo, em longo prazo eles podem piorar a agorafobia.

Quando surge?

Existem muitas maneiras de a agorafobia se manifestar depois que a pessoa sofre repetidas crises de ansiedade ou síndromes do pânico. No caso da agorafobia, a pessoa adquire um medo incontrolável de que suas crises se manifestem em situações concretas e corriqueiras.

Este medo irracional é motivado principalmente por ideias instaladas de forma involuntária de que ataques constantes possam se repetir gradativamente e de que será muito difícil conseguir controlá-los ou pedir ajuda.

Tudo isso leva a pessoa que está sofrendo desse mal a evitar qualquer tipo de situação social, onde um ataque já possa eventualmente ter acontecido e até mesmo situações apenas imaginadas, onde a fobia nunca se manifestou antes.

Muito cuidado: muitas vezes, esses medos e limitações podem se transformar em sentimentos depressivos, pois a pessoa deixa de perceber estímulos positivos no ambiente e fica cada vez mais com a sensação de incapacidade ou com a autoestima baixa, aumentando o desespero e a necessidade de ajuda.

As causas da agorafobia

Não há uma causa definida para o surgimento da agorafobia. Se você tem um histórico familiar de agorafobia, teve um ataque de pânico ou presenciou um evento traumático no passado, a probabilidade de desenvolver o transtorno aumenta.

Outras condições podem estar presentes na agorafobia, incluindo abuso de substâncias, depressão ou transtornos de ansiedade e de humor. Geralmente, o distúrbio começa antes dos 35 anos, mas ele pode se desenvolver em qualquer idade.

Apesar de existirem medicamentos para tratar a síndrome do pânico em alguns pacientes como antidepressivos e ansiolíticos, é essencial procurar um especialista para tratar os sintomas e até diagnosticar o transtorno e o tratamento adequado para cada tipo de problema.

Tratamento mais comum

O tratamento mais comum para agorafobia é a terapia cognitiva comportamental, cujo objetivo é aprender sobre os sintomas do pânico e entender por que eles ocorrem. Com isso, os pensamentos que aumentam a ansiedade são identificados e recebem um novo significado.

Muitas vezes, a terapia se baseia na superação dos medos excessivos e incontroláveis. O objetivo principal, no geral, inclui outros micro-objetivos e metas mais específicas que o paciente cumprirá durante o tratamento.

Normalmente, mudar o comportamento é muitas vezes a parte mais difícil e também a mais importante do tratamento, pois quando o paciente conhece e se enxerga na condição de portador do transtorno, a terapia passa a ter mais efeito. Suas principais diretrizes são:

  • Não evitar totalmente as situações que despertem ataques de pânico e síndromes de ansiedade.
  • Reconhecer que seus medos não têm justificativa
  • Controlar a respiração de forma lenta e constante para que haja relaxamento.

Essas técnicas são muito importantes para ajudar no tratamento da agorafobia. Seguindo os passos da terapia cognitiva comportamental, o paciente enfrentará as situações que geram ansiedade com mais tranquilidade.

Porém, é essencial frisar que as técnicas comportamentais necessitam de tempo e constância, pois somente isso fará a diferença no final das contas.

Os benefícios da terapia online

Pensando em um cenário macro e como já falamos anteriormente, a terapia cognitiva é o tratamento mais comum para a agorafobia. Todavia, tudo depende de cada caso e de cada paciente.

Existem diversos tratamentos, incluindo o que engloba o uso de medicamentos psiquiátricos. Temos até alguns casos específicos ou que demandam mais tempo de duração onde pode ser necessária a combinação de psicoterapia com alguns medicamentos.

Como vimos, a agorafobia causa uma ansiedade extrema quando o indivíduo está fora de casa. Por isso, participar de sessões de terapia com um psicólogo está fora de cogitação, e isso impedirá que o paciente receba ajuda necessária.

Psicólogo Online

Diante dessa dificuldade, existe o psicólogo online, através de aplicativos de videoconferência (como Skype). Essa opção pode ajudar o paciente a se sentir seguro e em um ambiente confortável durante a terapia, em sua própria casa, sem precisar interagir com a equipe do consultório ou com outras pessoas na sala de espera.

Os mesmos benefícios terapêuticos de um atendimento presencial podem ser obtidos num tratamento online. Com o tempo, o paciente de agorafobia constrói a autoconfiança para entrar no consultório ou até participar de sessões de terapia em grupo.

E você, tem medo de espaços públicos ao ponto de ser impedido de trabalhar, fazer compras, viajar ou realizar atividades diárias? Conhece alguém que esteja sofrendo com esse transtorno? Entre em contato comigo psicóloga Alvorada ou em Psicóloga Porto Alegre e conheça como a terapia online pode ajudar a superar a agorafobia!

Transtorno Explosivo Intermitente – Sintomas e Tratamento

Transtorno Explosivo Intermitente – Sintomas e Tratamento

Transtorno Explosivo Intermitente – Ataques de raiva sem controle, excesso de raiva e fúria repentina podem ser sinais da Síndrome de Hulk, um transtorno psicológico em que há um descontrole da raiva, podendo ser acompanhado de agressões verbais e físicas que podem prejudicar a própria pessoa ou outras pessoas próximas.

Esse transtorno, também conhecido como Transtorno Explosivo Intermitente, normalmente afeta indivíduos com problemas constantes no trabalho ou na vida pessoal, e seu tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos para controlar o humor e com acompanhamento de um psicólogo.

Acredita-se que pessoas contaminadas com o toxoplasma gondi no cérebro são mais propensas a desenvolver esta síndrome. O toxoplasma está presente nas fezes do gato, e causa uma doença chamada toxoplasmose, mas ele também pode estar presente no solo e em alimentos contaminados.

Como saber se minha raiva é normal

É comum sentir raiva em situação de estresse como batidas de carro ou birra dos filhos, e esse sentimento é normal desde que se tenha consciência e controle sobre ele, não havendo alterações bruscas para um estado de fúria e comportamento agressivo, no qual pode colocar em risco o próprio bem-estar e a segurança de outras pessoas.

No entanto, quando a agressividade é desproporcional à situação que desencadeou a raiva, pode ser um sinal de Transtorno Explosivo Intermitente , que é caracterizada por:

  • Falta de controle sobre o impulso agressivo;
  • Quebrar os próprios pertences ou os dos outros;
  • Suor, formigamento e tremores musculares;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Ameaças verbais ou agressividade física a outra pessoa sem um motivo que justifique essa atitude;
  • Sentimento de culpa e vergonha após os ataques.
Sintomas da Síndrome de Hulk

O diagnóstico dessa síndrome é feito por um médico psiquiatra com base no histórico pessoal e relato de amigos e familiares, pois esse transtorno só é confirmado quando há repetição do comportamento agressivo por vários meses, o que sugere que esta é uma doença crônica.

Além disso, é preciso descartar a possibilidade de outras alterações do comportamento, como o Transtorno da Personalidade Antissocial e o Transtorno da Personalidade Borderline.

O que pode acontecer se não se controlar o Transtorno Explosivo Intermitente

As consequências do Transtorno Explosivo Intermitente são decorrentes das atitudes impensadas tomadas durante os acessos de fúria, como perda do emprego, suspensão ou expulsão da escola, divórcio, dificuldade de se relacionar com outras pessoas, acidentes de carro e hospitalizações por ferimentos sofridos durante a agressividade.

O quadro agressivo acontece mesmo quando não há uso de álcool, mas normalmente é mais grave quando ocorre consumo de bebidas alcoólicas, mesmo em pouca quantidade.

Como diminuir os acessos de raiva

Acessos de raiva comuns podem ser controlados com o entendimento da situação e com conversas com parentes e amigos. Normalmente a raiva passa logo e a pessoa procura uma solução racional para o problema. No entanto, quando os acessos de raiva são frequentes e passam a perder o controle, recomenda-se acompanhamento de um psicólogo e ajuda dos familiares próximos para que aprendam a enfrentar e controlar os acessos de raiva e agressividade.

No entanto, além da psicoterapia, Transtorno Explosivo Intermitente também pode ser necessário o uso de medicamentos antidepressivos ou estabilizadores do humor, como o lítio e a carbamazepina, que irão ajudar no controle das emoções, diminuindo a agressividade.